A cultura na fazenda em tempos de crise: menos custos e mais lucratividade

por Eduardo Pinheiro, Diretor técnico da OnFarm

Sabemos que a mastite é certamente uma das doenças que mais causa prejuízos para o produtor de leite. Por isso, é importante sempre estar de olho nas mais novas e atualizadas medidas de controle da doença.

Atualmente, a cultura na fazenda vem sendo amplamente usada, assim como mostrando excelentes resultados. Com essa ferramenta, o produtor pode identificar os principais agentes causadores de mastite em 24 horas na própria fazenda. Dessa forma, as fazendas leiteiras ganham vários benefícios no tratamento racional dos casos de mastite clínica e controle da mastite subclínica, tanto em questão de saúde quanto em seu desempenho financeiro. 

Cultura na fazenda e mastite clínica

Quando a mastite se manifesta na forma clínica, os principais prejuízos decorrem de gastos com medicamentos, perda de produção de leite da vaca e descarte do leite após o tratamento com antibióticos.

Nessas situações, o resultado da cultura microbiológica na fazenda em 24h permite realizar o tratamento seletivo dos casos que realmente demandam antibiótico terapia e, por isso, traz os seguintes benefícios:

  • reduzir em cerca de 50% o uso de antibióticos para tratamento de mastite clínica, e consequentemente, o descarte de leite que seria feito após o uso desses antibióticos;
  • aumentar a eficiência dos protocolos de tratamento, por conhecer a bactéria que está causando a mastite; e
  • reduzir o risco do aumento da resistência bacteriana resultante do uso imprudente de antibióticos.

Cultura na fazenda e mastite subclínica

A mastite subclínica pode reduzir a produção de leite das vacas, diminuir o rendimento para a fabricação de produtos derivados lácteos e diminuir o preço do leite pago ao produtor devido principalmente ao aumento da contagem de células somáticas (CCS) do leite do tanque. 

No caso da mastite subclínica, a cultura microbiológica na fazenda auxilia em:

  • identificar rapidamente as vacas infectadas por bactérias contagiosas, por meio da  cultura do leite de vacas pós-parto ou de vacas com alta CCS;
  • avaliar a eficiência da terapia de secagem;
  • identificar o perfil etiológico da mastite e os potenciais fatores de risco para as infecções do rebanho;
  • identificar vacas para tratamento com antibióticos;
  • definir do protocolo de secagem das vacas baseado no resultado da cultura microbiológica; e
  • identificar vacas com patógenos que não respondem a antibioticoterapia.

Mas há benefícios financeiros?

Mas será que a ferramenta de cultura na fazenda é viável operacionalmente, financeiramente e acessível a todos? Dados mostram que sim. Em pouco menos de 2 anos, a OnFarm já instalou 967 sistemas em todo o Brasil, assim como atendeu 1.500 fazendas e 100.000 casos de mastite clínica e subclínica.

Hoje você pode adotar um sistema de cultura com zero investimento (em estrutura ou equipamentos) e com valores mensais extremamente acessíveis (a partir de R$ 190,00). Dessa forma, podemos levar a tecnologia para todos, independentemente do tamanho, desde fazendas com 20 vacas em lactação até as maiores fazendas produtoras do Brasil. Quanto aos benefícios, vários projetos de avaliação da tecnologia apontam para uma relação custo benefício de acima de 1:5; ou seja, a cada R$ 1,00 investido na tecnologia, o retorno é de R$ 5,00.

Se em condições normais já era necessário inovar, em tempos de crise, é definitivamente uma premissa para a sobrevivência. 

Ouça mais: Bate-Papo OnFarm #1 | Controle da Mastite em Tempos de Crise

 Referência Bibliográfica:

Fuenzalida, M.J.; Ruegg, P.L. Negatively controlled, randomized clinical trial to evaluate use of intramammary ceftiofur for treatment of nonsevere culture-negative clinical mastitis. Journal of Dairy Science, v. 102, p. 3321-3338, 2019.

Tomazi, T. Perfil etiológico e molecular de patógenos causadores de mastite clínica, uso de antimicrobianos em rebanhos leiteiros. Tese de doutorado, 2017.

Base de dados OnFarm, 2020.

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